Oi, pessoal
Sei que ainda falta um tempinho para dia das mães, que o coelho mal dobrou a esquina da Páscoa, mas uma panela de molho de tomate, há pouco, depois de um dia de muitos pães... foi realmente inspiradora!
Claro, porque vermelho é lindo, esse literalmente quente, borbulhante até; o perfume é totalmente reconfortante. Acrescento ainda que depois de tanto chocolate, é uma alegria fritar uma cebola, um alho, juntar o louro! E aí é que tá! Recentemente passei uns 10 dias sem computador, o que me levou aos cadernos de receitas, e folhas avulsas; puxa, que gostinho que têm as receitas manuscritas! Não sei quantas delas foram executadas ao pé da letra, mas o tipo de escolha, do que se anota ou não, é um caminho bonito demais, e o caminho do dia a dia, do usar logo o que tem na geladeira, pra que não estrague, de comprar o que está na época, pois é mais bonito viçoso e barato, do improviso, é outro e também lindo, e é este que resolvi puxar para o nosso menu. Com liberdade, com fantasia, ah, vocês sabem, do jeito que sempre é aqui no Dodô, no fim de contas. Mas um tanto nostálgico, sem ser ilustrativa e/ou piegas. Talvez. Talvez fique piegas. Tanto faz, vamos deixar pra ver. Sabem como é, menu é que nem filho, não é da gente, é do mundo! ;)
Mas sinto que vai ser algo especial. Quero que seja. Por isso já venho anunciar com tanta antecedência: pra ficar tudo bem certinho. Tenho uma sala pequena, uma grande, umas mesas, umas cadeiras, umas taças, uns talheres... Gostaria de providenciar mais, se necessário, e pra isso preciso da antecedência. Por isso, quem estiver interessado, email-me pra uma pré-reserva e a gente vai definindo detalhes.
06.maio.2012
menu:
caldinho de lentilha com macarrão caseiro
mousse de tomate
batatinhas de festa - ao forno com alecrim
queijo colonial
e as mezze tradicionais do Dodô
polenta molinha de milho fresco
quibebe pedaçudo com pinhão
telha de parmesão
pavê
com bolacha de gergelim e cítricos, melado, banana passa e creme de amêndoas
café preto
12.maio.2012
13.maio.2012
comida com jeito de roça, no sítio Dodô.
a coisa foi se montando desse jeito de Pinda da infância.
a família tinha sítio, então tive bastante contato com vacas, porcos e galinhas; queijo, que meu pai fazia com o leite das nossas vacas, abóbora (minha mãe comia a cambuquira, que a Solange Barbosa citou no vídeo acima, mas é não só terrivelmente amarga mas também tem uma textura extremamente desagradável! minha mãe gostava de comer e beber coisas bem amargas, vai entender...!), tinha milho também, bastante, em milhões de preparações, tinha pinhão também, e a refeição sempre com esse fundo de cebola, alho, louro e pimenta do reino!
por isso fiquei muito feliz quando a freguesa, especialíssima, aceitou a proposta do menu tão simprão.
![]() |
| abóboras sem photoshop |




























